segunda-feira, 2 de maio de 2011
Já vi peças de tudo que é jeito, já li babilonias sobre o assunto, ontem mesmo falei com o Rato da Top Skate, lá de Porto, e metralhei o cara de perguntas; e ele soube responder todas. Indico.
Só sei que meus trucks e amortecedores já tão garantidos. Um Randal R-II 180mm 50º com bushings Venom Red barril/barril.
Agora pouco fechei com o coroa um acordo pra comprar o shape, ele vai me dar um apoio
burocrático.
Quero dar essa banda logo. Agora só falta acertar as rodinhas. Essas acho que vão ficar pro mês que vem. Espero que não passe disso, to numa pilha fenomenal.
Descobri que longboard é o meu esporte. Há muito eu não apaixono assim por alguma atividade,
principalmente quando se trata de esporte. Sempre fui uma aberração.
Já fiz boxe, muay thai, jiu-jitsu, andei skate street, roller inline, bike e desses todos, o que mais durou foi a bike.
Andava com o pai, quando era mais novo, e com um antigo vizinho meu, amigo de infancia.
Saíamos pra dar umas bandas longas pela cidade.
Tinha até uma bike maneira, mas simples. Era de alumínio, bem levinha, boa pra quando precisasse levar a pé.
Boxe eu fiz algumas aulas, quando estava decidindo entre ele e jiu. Então decidi pelo jiu.
Fiz uns dois, três meses de aula. Foi muito bom. Esse parei por causa de tempo. Foi um dos que eu mais curti. Mas isso antes de conhecer o nosso amigo longboard, do qual eu vou falar mais além.
Antes do jiu eu tinha praticado uns dois meses de muay-thai (sic) (nunca lembro se antes vem o Y ou o I), que também achei muito bom. Bem movimentado e explosivo. Colocava toda energia negativa pra fora, mas nos saco de pancada, nunca nos outros.
Não curto praticar violência. Tenho meu conceito sobre violência, que é mais complicado do que isso, mas não é esse o assunto do post.
O skate eu tenho faz tempo. Ganhei o primeiro quando tinha uns 15 anos. A coroa pegou uma grana minha poupança pra comprar um "presente" pra mim. FAIL.
O shape era Brutus, as rodinhas também, 40mm. Os trucks eram, e ainda são, Crail polidos. O shape eu
troquei duas vezes, já. Agora tenho um da New, antes tive um da Drop, que tá em algum álbum lá no obsoleto Orkut.
Nunca fui "o" andador de skate. Meu amigo esse que andava de bike comigo era quem curtia um street. Tinha um carrinho massa. Eu andava porque precisava gastar energia, porque no fundo eu nunca evoluí muito.
Mas isso, caros amigos, só até começar a andar de long. O longboard me deu uma noção inpesperadamente ampla no street. Tanto no equilibrio, quanto na firmeza.
Pra quem não conhece, Longboard é um esporte que, como o skate, se pratica com um board que possui
shape (de vários tamanhos, mas geralmente entre 32 e 60 polegadas), dois trucks, rodinhas de uretano e,
consequentemente, rolamentos (8) e amortecedores (4 ou 8). O shape de long às vezes pode ser imensamente maior do que os de street. Encontra-se por aí, que eu tenho notícias, shapes de até 60" (polegadas), que devem medir, em centímetros, em torno de 150cm. As rodinhas costumam variar de 65mm a 80mm.
Já vi rodas de 83mm e de 60; mas, particularmente, e com a pouca experiência que tenho, acho rodinhas
de 60mm muito pequenas pra long. Vai ver é só impressão.
Matheus Fonseca
29/04/11
terça-feira, 5 de abril de 2011
domingo, 13 de março de 2011
Playing For Change
"Playing for Change é um movimento multimídia criado para inspirar, conectar, e trazer paz ao mundo através da música. A ideia para esse projeto partiu de uma crença comum de que a música tem o poder de derrubar barreiras e superar distâncias entre pessoas. Não importa se as pessoas vêm de diferentes cenários geográficos, políticos, economicos, espirituais ou ideológicos, a música tem o poder universal de transcender e nos unir como uma raça humana. E com essa verdade firmemente fixada em nossas mentes, nós começamos a compartilhá-la com o mundo".
Já de cara indico este vídeo aqui, que, na minha opinião, foi o melhor deles. A pesar de que não vi todos eles, pois já são 41.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Miojo afrodisíaco
Encontrei num mercadinho numa praia aqui do RS.
Créditos de produção: Juliana R.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Livros que eu quero ler
Para fins práticos, assim que eu ler ou comprar algum deles, eu vou riscar. Isso ajudará no caso de alguém querer me presentear com algo, vir aqui e escolher um dos livros.
Aí está:
Entre Quatro Paredes (Sartre)
Senhor das Moscas (William Golding)
O Artífice (Sennet)
No Hospício (Rocha Pombo)
O Mundo de Sophia (Jostein Gaarder)
O Arquivo de Hitler (Patrick Delaforce)
O Último Alquimista (McColman)
Hospício é Deus (Maura Lopes Cançado)
Lavoura Arcaica (Raduan Nassar)
Sob As Cinzas de Stalingrado (Marcelo Lacativa)
O Assassino em Mim (Jim Thompson)
Divina Comédia (Dante Alighieri)
O Iluminado (Stephen King)
Alice no País das Maravilhas (Lewis Carroll)
Deus: Um Guia Para Perplexos (Keith Ward)
O Curioso Caso de Benjamin Button e Outras Histórias da Era do Jazz (F. Scott Fitzgerald)
O Seminarista (Rubem Fonseca)
Crônicas (Bob Dylan)
O Unitário (Pedro Puech-leao)
Meu Nome Não É Johnny (Guilherme Fiuza)
O Livro dos Insultos (Ruy Castro)
Trainspotting (Welsh)
O Afegão (Frederick Forsyth)
O Último Homem (Mary Shelley)
Música e Silêncio (Rose Tremain)
O Violoncelista de Sarajevo (Steve Galloway)
O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford (Ron Hansen)
Brincando com o Caos (Germano Hansen Jr.)
Vamos Fazer Barulho! (Marcelo D2)
101 Aberturas Surpresa no Xadrez (Graham Burges)
Sobre Falar Merda (Harry G. Frankfurt)
A Era dos Assassinos (Yuri Felshtinsky)
Cartas a Um Jovem Fotógrafo (Bob Wolfenson)
Minos (Villatoro)
Strip-tease (Carl Hiaasen)
Funerais de Sandinha (Combescot)
O Retrato de Dorian Grey (Oscar Wilde)
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Portfólio
domingo, 7 de novembro de 2010
'Dê asas ao seu coração' ou 'Flying hearts'
Ilustra afeminada, eu sei. Mas foi a primeira que eu fiz na vida usando um software. No caso, Illustrator.
Espero que gostem.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Peguem sua placas! Tomemos as ruas!
Costumo lembrar sempre que posso, aos meus adjacentes, que não me arrependo de nenhum ato cometido, pois a vida é assim mesmo, não há tempo para se arrepender. Isso não significa que não se possa correr atrás do erro, mas não acho válido chorar pelo leite derramado, e sim limpar o chão e servir o leite novamente, tentando não virar outra vez. Já cometi loucuras, talvez não sejam loucuras comparadas às
loucuras de outrém, talvez nem sejam mesmo loucuras, mas de que importa a classificação? Me fizeram feliz. E sabe por quê? Porque às vivi.
E há tanta gente que hoje não vive.
Finge que vive para guardar dinheiro;
Finge que vive para "fazer o que é certo", mas afinal, o que é certo?
Ainda tenho esperança no espírito que antigamente (e falo isso com extremo pesar, pois a única lembrança que tenho de antigamente é a que li em livros e relatos) ocupava o peito de cada ser humano. Um espírito idealista, revolucionário, que não abaixava a cabeça, não se submetia ao que não lhe era correto.
Hoje não, hoje não se vê mais isso. Praticamente (e falo isso ainda com alegria, pois "praticamente" não é "não mais") não se vê movimento estudantil, não se vê protestos, não se vê atitude. 'AH, NÃO!', alguns vão dizer, 'eu tenho atitude!', 'Eu vou na festinha de noite e pego várias gatinhas popozudas'.
Que atitude é essa que se rende à imagem semeada pelo caótico capitalismo?
Um ideal tão divergente das necessidades humanas, tão alheio ao pensamento socialista. Um ideal que fere, que mata, que julga. Um idealismo bobo que diz que manda quem tem grana. E o povo que não tem, que é maioria, não se toca que a maioria é que deve ganhar. Não foi sempre assim? Só não é assim em filme de herói americano. Mas a vida não é um filme. O Godzilla não vai destruir tóquio com um feixe de luz saindo da boca, o Rambo não vai ganhar a guerra sozinho.
Quem tem o poder somos nós, o povo! Toquem-se disto.
Já é mais que hora de nós levantarmos a cabeça e nos opormos ao sistema opressor.
Já é mais que o momento de unirmos forças e mudarmos o futuro desse país, até mesmo do planeta, que sofre também com os valores deturpados da sociedade capitalista.
Se não nós, povo, maioria avassaladora, quem vai lutar pelos direitos humanos, pela igualdade social ou pela queda da tirania parlamentar?
Vários me perguntaram o porquê do meu luto, e eu vos respondo:
Meu luto não é de todo pela eleição da Dilma como presidente do nosso querido país. Meu luto é pelo povo, que, em toda época de eleição, esquece como é a política no Brasil. Passam quatro anos reclamando do governo, dos governantes, dos deputados, etc; 4 anos assistindo políticos corruptos indo para a prisão por roubo, fraude e o diabo (e saindo em poucos dias, diga-se de passagem); 4 anos sendo atingidos direta ou indiretamente pela política descaradamente mal feita, e no dia da eleição, que é o dia de fazer as coisas mudarem, baixam a cabeça e votam nos mesmos imbecis. É isso mesmo, repetem o erro. E aceitam o fato de serem obrigados a isso.
Saibam que a prática do voto obrigatório remonta à Grécia Antiga, quando o legislador ateniense Sólon fez aprovar uma lei específica obrigando os cidadãos a escolher um dos partidos, caso não quisessem perder seus direitos de cidadãos.
E eu me pergunto, com o esclarecimento que nos é provido hoje por vários meios acessíveis a quem os procura, como alguém pode aceitar perder direito de cidadão? Se morando neste país, pagando impostos para esse país e trabalhando para esse país eu não posso ser considerado cidadão, então que recomece o absolutismo.
Ou só é cidadão aquele que, de cabeça baixa, aceita ser estorquido a torto e a direito mais do que descaradamente pela orda de lobos famintos residentes num lugar sombrio e úmido chamdo Palácio do Planalto?
Mas agora que já caimos na armadilha da democracia, como eu já disse anteriormente, mas não necessariamente com essas palavras, o jeito é tomar as ruas. Prostestar. Reivindicar.
Quem sabe, com a força do povo, um dia esse quadro possa ser revertido.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Aquilo que te move
sábado, 3 de julho de 2010
Neutralidade
A vida está parada, no mesmo lugar faz alguns dias.
Parada como uma foto que a gente guarda querendo do fundo do coração que aquele momento dure eternamente.
Não, mas não eternamente. Ser eterno, por assim dizer, é não aprender, é não mudar. E não mudar é deixar a vida passar.
Então querendo que aquele momento seja parte de uma sequência parecida; se alegre, de alegrias; se cômico, de momentos engraçados.
Não quero que tudo que foi feito até agora, partindo de um dado momento que eu não preciso explicar, pois quem sabe, sabe, e quem não sabe é porque não precisa saber, seja posto numa privada e a descarga puxada.
Há uma angustia fatigante no meu peito. Uma coisa de não querer ficar parado, com medo de que algo dê errado, ou que já esteja dando.
Tenho aquela ânsia de querer fazer as coisas acontecerem e me aflige não ver elas acontecendo.
Hoje não é dia de alegria, nem de tristeza. Meu coração está estagnado.
Como se o sentimento estivesse congelado numa câmara fria até que alguém, e não um simples alguém, vá lá e ponha-o no microondas para aconchegá-lo novamente.
O sentimento está lá, entende? Mas tem algo o prendendo. Foi isso que eu quis dizer. O gelo nada mais é do que uma prisão.
O sentimento está lá. Está lá.
E a angústia também.
Quero que esta se vá.
Me ajuda?
Amar é bem melhor que ver o amor passar.
sábado, 26 de junho de 2010
É mútuo. É amor.
Sempre, desde pequeno, me perguntei o que é o amor.
Quando pequeno, inocentemente achava que amor era gostar.
Talvez fosse. Talvez. Na infância ainda existe aquela coisa bonita do gostar.
Sem alianças, sem cobranças, sem complicações. A gente gosta e pronto.
Fui ficando mais velho e me apaixonei. Tá, isso é amor, certo? Não, acho que não.
Era mais uma submissão, pois amor platônico, ainda que tenha amor no nome, não acho que seja amor.
Amor é algo mais concreto, certo? Não sei.
A idade avançou e aquele "amor" foi mudando. As experiências foram acontecendo e eu as fui analisando.
Percebi então que aquilo não era amor, era doença. Um pouco forte para se dizer. Que sabe um lúcido sobre doença, não é?
Em um momento da minha vida percebi que amor não é só de um, é de dois.
Amor é como um LEGO: se falta uma peça, não funciona direito.
Mas qual peça? Comecei a ver então que o amor era formado por várias peças, sendo duas delas as mais importantes. O Um e o Outro.
Não existe amor sozinho. O amor é dependente, o amor se sente solitário.
Comecei uma nova fase da minha vida, e nela propus a mim mesmo não mais amar; já considerava uma coisa impossível. Ora, como juntar tantas peças num mundo tão separado, dividido?
Amar é complicado, amar é duro e amargo. Amar é doloroso. Assim eu pensava.
E aí já tinham-se ido alguns bons anos da minha vida sem realmente saber o que é amar.
E aquela dúvida ainda pairava no meu coração.
O amor? Será que um dia ele vai me visitar? E será que ele virá por completo dessa vez?
Não. O amor pode ter uma lógica parecida com um álbum de figurinhas, mas não sejam literais, meus leitores. O amor não se coleciona. Para se completar o amor, é preciso conquistar; peça por peça, figurinha por figurinha.
O problema é que nunca se sabe exatamente qual figurinha se precisa pra completar aquela página.
São abstratas. São baseadas em sentimentos e emoções.
Então descobri que o amor é reflexo quase exato das ações do dia-a-dia.
O amor se constrói com um dia após o outro. Ele não fica pronto (e será que um dia fica pronto?), assim como qualquer obra, em um dia ou dois.
Então anotei na minha agenda de sentimentos e aflições que o amor precisa de paciência.
Tá lá, vou lá conseguir pra mim um pouco de paciência na loja da sabedoria.
No meio do caminho tropecei -pof!- que é isso?! Quem diria, mais uma chance de amar.
Pensei 'depois de tanto tempo com o coração frio, posso me dar o direito de tentar mais uma vez'.
Era pegar ou largar. Pois não se tropeça no amor, mas o contrário, o amor é que te atropela.
E daí então eu venho descobrindo que o amor, além de tuuudo isso...
É aquela vontade imensurável de querer estar junto e não saber como ficar longe.
É transformar o tropeço (muito conhecido como paixão) num sentimento sólido e resistente.
É saber entender o outro e saber entender que o outro pode não saber te entender. E então ensiná-lo.
É ver um por-do-sol em cada sorriso, uma aurora em cada fio de cabelo, um dança em cada movimento do corpo, música em cada palavra dita. Ah!, a música. Como é bela, não é?
É sentir que, ao simples toque, tuas energias se estabilizam. Como se, mesmo naquele milésimo de segundo, nada mais importasse.
É fazer único cada momento.
E mais do que isso, é encaixar, sem maiores dificuldades, alguém no teu futuro. Que até então parecia tão solitário.
É aproveitar e querer ser aproveitado. É mútuo. É amor.
...
Bem, se é só isso mesmo, eu não sei. E nunca vou saber. Pois o amor é mutante, nunca é o mesmo para todos. E sempre há o que descobrir sobre ele.
Mas uma coisa eu posso dizer depois disso tudo: amem, pois vale a pena amar.
Se der certo, que bom. Se der errado, é aprendizado.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
A mão que te toca

Sabe? Na vida passamos por muitas pessoas. Muitas delas também passam por nós.
Pessoas grandes, pessoas pequenas. Gordas, magras. Bonitas ou feias. Questão de ponto de vista.
Pessoas loucas, pessoas normais (quem vai dizer?). Pessoas rudes ou afáveis. Sinceras ou não.
Algumas mentem a idade, outras tem o dom de admirará-la, aceitá-la.
Pessoas pobres, pessoas ricas, meio termo.
Negros, brancos, amarelos, azuis, cor-de-rosa, lilás... verde-oliva?
São tantas as cores, que já nem me apego por elas.
Há pessoas dos mais variados tipos.
Há aquelas de quem não gostamos; há aquelas que não gostam de nós.
Há também as de quem gostamos e as que gostam de nós; difícil saber.
Afinal, "a vida é uma caixinha de surpresas", não é?
Dentre tantas e tantas pessoas, são poucas as que tem o poder de mudar nossa vida.
Um detalhe aqui, outro alí, alguma coisa sempre levamos de quem por nós passa.
Por vezes o sotaque, por outras o jeito de mexer as mãos ou os pés. O estilo, quem sabe?
Mas existem aquelas que nos mudam por dentro.
Mudam nossos conceitos, mudam nossas idéias e formas de pensar.
Mudam nosso modo de sentir e ser sentido.
Nos trazem esperanças da mesma forma que a tomam de nós.
São capazes de, imaginem, mudar o ritmo do nosso coração.
E como se não bastasse, teimam em levar um pedaço de nós com elas sempre que vão embora.
Mesmo que seja pra voltar no outro dia e, às vezes, nos fazer sentir coisas totalmente novas.
Às vezes ódio, raiva, mas essas... essas são coisas efêmeras. Amor, quem sabe? Afeto?
Frio? Calor?
Certas pessoas exercem tanto poder sobre nós que talvez elas mesmas não tenham noção da intensidade de tal força e por muitas vezes perdem o controle sobre ela.
Essas pessoas nós chamamos de...
Bem, ainda não sei.
Amigos, irmãos, amores, afetos?
Qual é a mão que toca teu coração?
quarta-feira, 16 de junho de 2010
"Não digo que seja ruim(...)"
Não digo que seja de todo ruim, mas me vejo em meio a um problema aparentemente insolúvel. Um desafio.
Teu charme e elegância
Escondem bem os teus segredos
Desejos, amores,
Entre frases e versos
Te descubro, desvendo
E que medo me dá
Pois teu semblante
Por vezes sério, severo
Deixa transparecer
Tuas dúvidas e incertezas
Teus desejos e temores
E eu, como fico, garota?
Teus cabelos, complexos como tua mente
Me prendem
Num emaranhado de pensamentos
Incertos, indecentes
Onde teu corpo e alma
Anseiam por minha alma e corpo
(como os meus pelos teus)
Num paraíso ardente
E é aí que vejo teus olhos
Inquisitores, penetrando nos meus
Indefesos
Como um nobre e doce veneno
Que percorre cada vaso sanguíneo
E paralisa meu corpo, suavemente
Mas que não deixa,
-Que austeridade é essa, garota?-,
Que não me deixa a mim
Penetrar nos sombrios vales
Do teu pensamento
Ainda que sombrios,
Sei que são belos e verdejantes
Caso assim se faça necessário
Que estarás tu a pensar?
O que acontece é que encontro-me em uma plataforma de duas extremidades de mesma importância; de um lado, lutar, de outro, me render. Se ficar no meio, nada vai me acontecer. Mas uma voz sombria e pesada da minha mente surgirá e dirá: fostes covarde, guerreiro!, e assim terminará teus dias: como um covarde.
O Dia Em Que o Amor Perdeu a Guerra
--
Pode se levantar
Olhar pra trás e ver
Que como teu cabelo
Tuas mentiras não param de crescer
E elas vão pegar você
Pode se levantar
E até tentar correr
Foi tudo ledo engano
Teu corpo não quer mais te obedecer
É bom se proteger
Quando essa guerra terminar
Restos e sobras de corações trincados
Serão só o começo
Da ironia que é amar
Quando essa guerra terminar
Que ironia, o amor já está a recrutar
Nobres soldados
No campo vão lutar
E no final,
Quando essa guerra terminar?
Pode se levantar
Teu corpo vai tremer
No campo seco e plano
Teu coração não terá
Mais como se esconder
E esquecer o engano
Agora só resta
Recomeçar...
--
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
formspring.me
Pq? ._.
Porque tu me acompanhava, ué. Se faltava café ou polenta, minha manhã já não era a mesma.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Golpe de Azar
A polícia estava acampada na sala de sua casa. Tudo estava uma imensa bagunça. “Nada disso teria acontecido se ela não tivesse ido a pé”, era o que pensava Roberto naquele momento, em meio aos bipes dos aparelhos de rastreamento e o chiado ininterrupto dos processadores de alta tecnologia funcionando.
Roberto era presidente de uma das maiores empresas de informática de São Paulo, especializada em segurança de redes. Possuía doutorado em segurança avançada de sistemas complexos de informações, por isso era muito procurado por empresas de segurança de todos os lugares do mundo e, também por isso, possuía um grande patrimônio financeiro, o que acabava atraindo a atenção de mafiosos e ladrões de médio porte.
Roberto tinha duas filhas. A mais nova, Rosana, estava no colo da mãe, dormindo, mesmo com tanto barulho, no quarto especialmente decorado, rosa, cheio de brinquedos novos. A mais velha, Fernanda, era o motivo de toda aquela anarquia.
Fernanda era inteligente, simpática e muito atraente. Tinha longos cabelos escuros, muito bem tratados, olhos verde-claro e um sorriso que era de uma paz inexplicável. Era meiga, tinha seios naturalmente lindos e porte de mulher. Talvez isso tenha atraído a atenção dos sequestradores também, mas não é tão provável. O crime foi visivelmente muito bem estudado, afinal, não era qualquer Fernanda, era Fernanda Assunção, filha do famoso Roberto Assunção, dono de uma grande fortuna.
Até as sete horas da manhã deste mesmo dia, a moça não tinha noção de que sua vida fosse levar um rumo tão assustador. Tomou seu café da manhã com suco de laranja e torrada com manteiga como fazia todos os dias. Tomou seu banho morno de sempre, com sabonete líquido e uma daquelas esponjas engraçadas dignas de propaganda de sabonete da Xuxa, usou o condicionador de sempre e secou-se com sua toalha de sempre que, como sempre, era rosa. Escovou os dentes com a escova de sempre e beijou a testa do pai, em sinal de bom dia, como sempre. Mas um simples detalhe mudaria sua vida para sempre. Naquele dia, Fernanda não pegou carona com o pai, como sempre fazia. Naquele dia, resolvera ir a pé, queria mudar os hábitos.
Mal sabia ela que um grupo de mentes maquiavélicas estavam à sua espreita, vigiando cada passo seu e, ao distanciar-se o necessário, matilha, que naquele dia tinha o acaso a seu favor, entrou em ação.
O Opala Preto, cena clichê, a seguia de longe; aqueles belos passos, sensuais e vagarosos. O som dos seis cilindros aumentava a adrenalina dos três sujeitos com trajes a la Pulp Fiction, a balada no mp3 player novinho distraía no caminho solitário.
'É hora de agir', diz o motorista e o Opalão preto 83' ruge como um leão pronto a abater sua presa. O barulho do dimensionado é tal que assusta até aos pássaros no grande Ipê roxo logo à frente. Quando Fernanda se dá por conta, já está na barriga do feroz predador, com uma silver tape na boca e o nariz ardendo, culpa do clorofórmio. Foi o tempo de abrir os olhos e apagar novamente. Quando deu por si, estava dentro de um quarto escuro, já sem a fita e com as mãos livres. Os homens a mantiveram assim, para que pudesse comer. Afinal, são homens, não torturadores, apesar de sequestradores.
Na sala mais ao lado, papel e caneta na mão, um dos homens escrevia um recado. Não podia usar um computador, nem transmitir dados via rede, pois a vítima em questão era filha de um hacker, um hacker legalizado, digamos assim.
O jeito era fazer à mão, mesmo.
“Estamos com a sua filha. Por enquanto não se preocupe, tudo depende de você. Queremos U$1.500.000. Não chame a polícia. Logo receberá instruções”.
* * *
O choro da filha acorda Roberto. Não teve um sono muito tranquilo.
- Alguma novidade, detetive?
- Não, Senhor. Nada ainda.
Neste exato momento, o telefone da casa toca. Todos tomam suas posições rapidamente, enquanto Roberto se dirige ao telefone para atendê-lo, dando tempo para que a polícia se posicione nos aparelhos.
- O senhor não fala nada, agora só escuta, ok?
- O senhor vai se dirigir até a Praça da Sé e, chegando lá, vai procurar uma pasta dentro de uma lata de lixo próxima ao marco zero. Dentro desta pasta vão estar as próximas instruções.
Quando o telefone desliga, a tensão toma conta do ambiente. Ninguém sabe o que se pode esperar de um sujeito como esse.
Dentro da pasta estava um celular, um bilhete e o mp3 player de Fernanda, como prova de que eles estavam com ela.
O bilhete era claro. Roberto devia depositar o dinheiro na conta inscrita e esperar. Quando fosse confirmado o pagamento, ele receberia uma ligação informando o próximo passo.
Fernanda estava com frio, sentia medo e não havia conseguido comer a gororoba que ofereceram a ela. Era uma mistura de restos de comida requentados e um copo de água da torneira, sem muito luxo. Era o que tinha. Afinal, se tivessem em condições, não estavam sequestrando-a. Seu colchão era fino como uma palha, a cama rangia.
Os homens haviam feio uma abertura na porta para que pudessem manter contato quando necessário.
Na sala, os homens discutiam se tudo iria funcionar corretamente. O chefão ainda não havia entrado em contato, então estavam ociosos. Começavam a ficar apreensivos.
Mas haviam cometido um erro, pegaram o cara errado. Roberto não tinha medo, era confiante, não havia chegado onde chegou a troco de nada. Sabia que os homens não matariam sua filha, pois ele os acharia. Ele tinha tudo planejado. Demoraria para efetuar o pagamento e o sequestrador ligaria de volta.
E foi o que aconteceu, meia hora depois um homem liga para a casa de Roberto e pergunta pelo pagamento. Roberto diz que está difícil, que é complicado arranjar tal quantia tão rapidamente. Os bancos são muito burocráticos. E nesse papo longo, o homem acaba colocando os pés pelas mãos; a ligação se estende e a polícia consegue um endereço.
Dez minutos depois, a casa está cercada por duas Ford Ranger Turbo pretas, quatro viaturas Vectra 2.2, robustos, veículo especial do pessoal de operações especiais da região. Na garagem da casa, um Opala preto, modelo 250 SS, vidros negros, aros 20” também pretos; seria um leão bravo, não fosse pela cor. Em poucos segundos a galera da especial já estava dentro da casa. No quarto, uma linda garota mal tratada pelo medo. Apavorada e cansada, querendo o afago do pai e a cama quentinha. Na geladeira, um bilhete: “Subestimei você. Nos falaremos em breve.”.
- Parece que perdemos aquele carango, não é pessoal?
- É, parece que sim.
A 4x4 gabinada parecia devorar o asfalto quente que era iluminado pelo avermelhado pôr-do-sol. A imponente figura de madeixas loiras ao volante, de seios fartos e coxas fortes, saia de couro e jaqueta e botas pretas, que intimidava os três rapazes, era naquele momento de uma tranquilidade absoluta. A estrada era longa, muitos planos ainda precisavam ser feitos...
Matheus Machado Fonseca
Conto produzido para a disciplina de Leitura e Produção de Textos II - Narrativa policial.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
É quando tudo parece estar certo, que começa a dar errado. É no momento que tu acha que conseguiu se equilibrar, que vem uma brisa e te derruba.
A vida é assim, fria, calculista, precisa e incisiva. A idéia de felicidade, por exemplo, é momentânea. A felicidade varia de acordo com o momento corrente. Não se pode dizer que antigamente se era mais feliz ou menos; deve-se se dizer que, segundo aquelas circunstâncias, era feliz de uma forma, agora o é de outra. Mas e no momento em que você leva um soco na cara? Aquele momento em que se acorda para a outra felicidade, ou melhor, se encaminha para uma otra felicidade? A transição é sempre um problema. Pensamentos vem e vão, incoerentes e imprecisos como só a mente humana pode ser, ao passo que certos e concisos, fazendo com que aquela água parada se torne um redemoinho violento. Você se vê perdido, mesmo tendo certeza de conhecer o lugar onde está.
De certa forma tais reflexões são boas para conduzir própriamente a vida, mas se tornam ruins quando não se quer mudar o rumo das coisas. (Perdão pela minha incoerência no texto)
Sente-se uma certa tensão quando acontecimentos externos passam a interferir diretamente nas nossas vidas e pior ainda quando não sabe-se o que fazer a respeito deles. É como usar algemas e ter as chaves delas. Ao mesmo tempo que se sabe certamente o que fazer, sabe-se também que não é o simples fato de fazer, que qualquer passo em falso pode mudar toda a trama da história, um pingo fora do penico e tudo pode tomar uma proporção não desejada.
Por toda a vida o homem se mostra imponente, corajoso, destemido, confiante, mas essa, meus amigos, ah, essa aleatoriedade de acontecimentos num trilho sem padrão definido só quem vive sabe descrever. Quando a luta é consigo mesmo, aí sim é que se põe à prova todas essas qualidades morais: a imponência, a coragem...
É enfrentando tais desafios que um homem se torna um homem (não discriminando as mulheres, mas tratando especificamente do lado que me diz respeito). É nesse momento que você se descobre, que conhece seus medos e deficiências e também suas virtudes.
Por isso, meus caros, pensem bem antes de ostentar uma virtude que não os pertence ou que se é pensado que pertence.
Termino por aqui. Não foi um desabafo, foi uma reflexão minha pra mim mesmo. Eu precisava escrever pra relaxar um pouco.
Abraços.
Matheus Machado Fonseca
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Lucy In The Sky With Diamonds
Você corre, corre tentando achar terra firme, mas você está firme, só não é terra.
Quando alcança a primeira tangerineira, você vê um coelho. Vê aquele coelho logo alí?
Ele tem um relógio. Ele corre como se fosse a última coisa a se fazer na vida. Pra onde ele vai, ninguém sabe. Mas está atrasado.
Ele deixa o chapéu cair, esses instante você aproveita pra perguntar 'onde vai dar esse caminho de pedras?'. 'Caminho de pedras? Que caminho?' Me siga, disse ele. 'Pra onde você vai?' Me siga, repetiu.
Quer chá?
Naquele momento você se vê no meio de uma praça cercada por enormes construções, arranhacéus, mas coloridos. É tudo multicolor; nada de tristezas.
Os prédios estão dançando e cantando. Parece a dança da chuva.
Que chuva é essa? São jujubas. Já comeu jujubas? Jujubas são deliciosas, minha mãe as comprava em saquinhos. Não gostava das azuis, as anil.
Mas pra onde foi todo mundo? Quero minhas jujubas. Ei! Voltem.
Está frio aqui. Espera, é uma lâmpada?
'Quem ousa me acordar?'. E meus desejos?
'Desejos? hahahaha'. Deixa pra lá.
Agora você caminha por um corredor em espiral, um corredor que se move. Se você não for rápido, nunca sairá daí. Corra! Corra mais!
Quando suas pernas começarem a formigar, lembre-se que precisa de um lugar seguro.
Vê o coelho sinistro e o detetive com chapéu e casaco lá no fim do corredor? Eles estão procurando um gatinho. Não o viu por aí? Ele usa botas... e uma espada.
Cuidado! É uma cachoeira!
Agora você se atira e é como se planasse no ar por alguns instantes, mergulhando num profundo nada. No vácuo, corpos humanos explodem. Cadê minhas cuecas?
Boom!

